As hortelãs, principalmente a pimenta, são dotadas de propriedades antiespasmóticas, carminativas, estomáquicas, tónicas e estimulantes relativamente notáveis. Por favorecerem a expectoração, indicam-se contra os catarasmos, as tosses rebeldes e a asma. Aliviam as cólicas de origem nervosa, bem como as dores de cabeça e reumáticas. Combatem os vermes intestinais das crianças.

É pouco utilizada na cozinha francesa clássica. Pode ser utilizada em molhos como pepino com iogurte e saladas, principalmente de tomate e vinagrete. As sopas geladas e ervilhas frescas ficam deliciosas temperadas com menta. É também muito utilizada no tabule e chás árabes. Experimente utilizar menta para temperar cordeiro, salada de frutas, chá gelado, chocolate quente e até mesmo o café.

O género Mentha compreende cerca de 25 espécies  diferentes de hortelãs e correlatos,  que pertencem á família Labiatae.   Destacam-se pelo uso culinário e de chás com efeito medicinal sendo bastante conhecidos principalmente pelo seu sabor característico e aroma refrescante. Todas as plantas são perenes, de crescimento rápido e fácil, com caules violáceos, ramificados; folhas opostas, serreadas e cor verde escura; flores lilases ou azuladas, dispostas em espigas terminais; frutos tipo aquénio. Dentre as mais populares destacam-se: a hortelã verde ( Mentha viridis); o mentrasto ( Mentha rotundifolia); a menta-do-levante (Mentha citrata); a Mentha crispa; Mentha arvensis, rico em óleo mentol; e a hortelã pimenta ( Mentha piperita) que é a mais famosa e refrescante das hortelãs.

A espécie  Mentha arvensis é produtora de um óleo essencial, rico em mentol, cujas aplicações nas indústrias farmacêuticas, de higiene e do tabaco  lhe conferem uma importância económica muito grande. Por isso, é a mais estudada.